Velocidade de escape, em física, é a velocidade na
qual a energia cinética de um corpo é igual em magnitude à sua energia
potencial em um campo gravitacional. Ela é normalmente descrita como a
velocidade necessária para "libertar-se" de um campo gravitacional;
entretanto, isto não vale para objetos que tem propulsão própria, pois tal
objeto pode libertar-se com qualquer velocidade maior do que zero, por exemplo mantendo
uma velocidade constante de mesma direção que o peso, mas de sentido contrário. ( Figura - Análise de Isaac Newton da velocidade de escape.) Para um dado campo gravitacional e uma dada
posição, a velocidade de escape é a velocidade mínima que um objeto sem
propulsão precisa para se mover indefinidamente da origem do campo, em vez de
cair ou ficar em órbita a certa distância da origem. Para isto acontecer o
objeto não deve ser influenciado por nenhuma força significante exceto o campo
gravitacional; em particular não pode haver propulsão (como em um foguete), nem
haver fricção significativa (como entre o objeto e a atmosfera terrestre -
estas condições correspondem à queda livre), e não há radiação gravitacional. Um
aspecto um pouco contra-intuitivos da velocidade de escape é que ela é
independente de direção, então "velocidade" é um termo incorreto; é
uma quantidade escalar e seria mais bem descrita como "rapidez para
escape" ou "velocidade escalar de escape". A forma mais
simples de derivar a fórmula da velocidade de escape é usar a conservação de energia, assim: para poder escapar, um objeto
tem que ter pelo menos tanta energia cinética quanto o acréscimo de energia
potencial resultante de mover-se para uma altura infinita. Definida de uma
maneira um pouco mais formal, "velocidade de escape" é a velocidade
inicial necessária para ir de um ponto em um campo potencial gravitacional para
o infinito com uma velocidade residual zero, relativa ao campo. Da mesma forma,
um objeto que parte do repouso no infinito e cai em direção à massa que o atrai
irá, em sua trajetória (até atingir a superfície), mover-se a uma velocidade
igual à velocidade de escape correspondente a sua posição. Em geral, o ponto
inicial está na superfície de um planeta ou de uma lua. Na superfície da Terra,
a velocidade de escape é cerca de 11,2 quilômetros por segundo, o equivalente a
40 320 Km/h, cerca de 111 vezes mais rápido do que um carro de fórmula 1 em
reta livre, ou cerca de 30 vezes mais rápido do que a velocidade do som a 25°
C. Entretanto, a 9.000 km de altitude no "espaço", é pouco menor
que 7,1 km/s. A velocidade de escape relativa à superfície de um
corpo em rotação depende da direção que viaja um corpo que está escapando. Por
exemplo, como a velocidade de rotação da Terra é de 465 m/s para o leste no
equador, um foguete lançado tangencialmente do equador da Terra para o leste
precisa de uma velocidade inicial de cerca de 10,735 km/s relativa à
Terra para escapar enquanto um foguete lançado tangencialmente do equador
para o oeste necessita de uma velocidade inicial de cerca de 11,665 km/s relativa
à Terra. A velocidade superficial diminui com o cosseno da latitude
geográfica, desta forma as estações de lançamento de foguetes são localizadas
geralmente próximas do equador tanto quanto possível, como, por exemplo, o Cabo
Canaveral americano na Flórida e o Centro Espacial Europeu da Guiana, somente
cinco graus do equador, na Guiana Francesa (ou o Centro brasileiro de
Lançamento de Alcântara, situada a 2°22'54,70"S, bem mais perto da linha
do equador). De forma simplificada, todos os objetos na Terra tem a mesma
velocidade de escape. Não importa se a massa é 1 kg ou 1000 kg, a
velocidade de escape é sempre a mesma. O que muda de um caso para outro é a
quantidade de energia necessária para acelerar a massa até a velocidade de
escape: a energia necessária para um objeto de massa m escapar do campo
gravitacional da Terra é GMm/ro, uma função da massa do objeto (onde
r0 é o raio da Terra).
Objetos mais massivos necessitam de mais energia para atingir a velocidade de
escape. Enganos comuns - A velocidade de escape é às vezes confundida
com a velocidade com que um veículo autopropulsionado (como um foguete) deve
atingir para deixar a órbita, entretanto este não é o caso. A velocidade de
escape citada faz referência a velocidade que um objeto qualquer necessita para
sair do efeito da gravidade na superfície
do planeta. Porém a medida que a altitude aumenta, essa velocidade diminui. Um
objeto autopropulsionado pode continuar a se afastar do planeta em qualquer
direção a uma velocidade menor que a velocidade de escape. Se a velocidade do
objeto for mais baixa que a velocidade de escape para dada altura e a propulsão
for removida, o objeto irá cair ou entrar em órbita. Se a velocidade for igual
ou acima da velocidade de escape naquele ponto, ele terá energia suficiente
para "escapar" do campo gravitacional, e não irá voltar para a
superfície. Órbita - Se um corpo
em queda livre, em qualquer posição, tem a velocidade de escape para aquela
posição, o mesmo vale para a órbita completa. Se a origem da gravidade é um
corpo esférico simétrico, a órbita é (parte de) uma parábola com o centro da
origem como foco (trajetória parabólica), ou parte de uma linha reta que
passa pela origem. Quando se afasta da fonte, é chamada órbita de escape, caso
contrário é uma órbita de captura. As duas são também conhecidas como órbitas C3
= 0. Um escape real necessita que a órbita parabólica não intercepte o corpo
celestial. De forma mais geral, para um corpo com forma arbitrária é necessário
que a órbita não intercepte o corpo. Para corpos não-convexos, nem todos os
pontos na superfície precisam ser um ponto de partida possível para a órbita. Se
o corpo possuir a velocidade de escape em relação à Terra, ainda não é
suficiente para escapar do Sistema Solar, assim as órbitas próximas à Terra se
assemelham à parábolas, mas mais adiante elas se curvam para formar uma órbita
elíptica em torno do Sol. Para deixar o planeta Terra é necessária uma
velocidade de escape de 11,2 km/s, entretanto uma velocidade de 42,1 km/s é
necessária para escapar da gravidade do Sol (e sair do sistema solar) na mesma
posição. Devido à atmosfera não ser útil e mesmo muito difícil dar a um objeto
próximo à superfície da Terra uma velocidade de 11,2 km/s, já que estas
velocidades estão bem além dos regimes supersônicos para a maioria dos sistemas
de propulsão e faria com que os objetos se queimassem devido ao atrito com a
atmosfera. Para uma órbita de escape real uma nave é primeiro colocada em
órbita baixa da Terra, e então acelerada até a velocidade de escape naquela altitude,
que é um pouco menor, cerca de 10,9 km/s. A aceleração necessária,
entretanto, geralmente é bem menor por que naquela órbita a nave já tem uma
velocidade de 8 km/s. Algumas
velocidades de escapes no sistema solar – Velocidade de escape do sol = 617,5
Km/s; Velocidade de escape de Mercúrio = 4,4 Km/s; Velocidade de escape do sol
em Mercúrio = 67,7 Km/s; Velocidade de escape de Venus = 10,4 Km/s; Velocidade
de escape do sol em Venus -= 49,5 K/s; Velocidade de escape da Terra = 11,2
Km/s; Velocidade de escape do sol na Terra = 42,1 Km/s; Velocidade de escape na
Lua = 2,4 Km/s; Velocidade de escape do sol na Lua = 1,4 Km/s; Velocidade de
escape em Marte = 5,0 Km/s; Velocidade de escape do sol em Marte = 34,1 Km/s;
Velocidade de escape em Júpiter = 59,5 Km/s; Velocidade de escape do sol em
Júpiter = 18,5 Km/s; Velocidade de escape de Saturno = 35,5 Km/s; Velocidade de
escape do sol em Saturno = 13,6 Km/s; Velocidade de escape de Urano = 21,3;
Velocidade de escape do sol em Urano = 9,6 Km/s; Velocidade de escape de Netuno
= 23,5 Km/s; Velocidade de escape do sol em Netuno = 7,7 Km/s; Velocidade de
escape da Via Láctea = 1000 Km/s. Editor PGAPereira.
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Betelgeuse, Alfa Orionis
A grande estrela Betelgeuse é uma das duas que dominam o poderoso
Orion de inverno do norte, a outra é Rigel, o par, respectivamente, também
chamado Alpha e Beta Orionis. O nome Betelgeuse é uma corruptela do árabe
"al jauza Yad", que significa a "mão de al-jauza," uma mulher
misteriosa. Para nós, ela marca o canto superior esquerdo da figura do antigo
caçador grego. Uma das duas supergigantes do céu de primeira grandeza (a outra
é Antares), Betelgeuse é uma das maiores estrelas que podem ser vistas. Normalmente
brilhando na magnitude visual 0,7 (ranking 11º no céu), esta classe M (M1.5) de
supergigante vermelha (com uma temperatura cerca de 3650 Kelvin) é uma variável
semi-regular que muda entre magnitudes 0,3 a 1,1 ao longo de vários períodos
entre cerca de metade de um ano e seis anos- e, possivelmente, mais tempo (e,
claro, mudando o seu rank). Isso pode explicar porque Betelgeuse é a estrela
Alpha embora seja geralmente mais fraca do que Rigel. A distância da estrela é
um problema e um quebra-cabeça (válido para todos os outros parâmetros também).
Medida de paralaxe direta a partir do espaço, utilizando os resultados mais
modernos, dá 495 anos-luz, enquanto que a paralaxe usando emissão de rádio
natural da estrela dá 640 anos-luz. A uma distância de compromisso de 570
anos-luz, e permitindo uma grande quantidade de radiação infravermelha e a absorção
da luz pela poeira circum-estelar, a luminosidade é 85 mil vezes maior do que a
do sol, muito mais do que sai de Antares. Na distância maior, aumenta a
luminosidade até 105.000 sóis. A partir destes e da temperatura, derivamos 0 respectivo
raio de 3,1 e 3,4 unidades astronômicas, mais que o dobro do tamanho da órbita
de Marte. A estrela é tão grande que o seu diâmetro angular é facilmente
mensurável. Na verdade, foi a primeira estrela a ter tal medida de 0,047
segundo de arco, a partir do qual encontramos um verdadeiro raio entre 4,1
(distância de compromisso) e 4,6 (maior distância) UA, consideravelmente maior.
No entanto, a estrela está rodeada por um enorme complexo padrão de aninhados
escudos de poeira e de gás, o resultado de eras de perda de massa, que se
estende a cerca de 20.000 UA de distância (Betelgeuse até agora tem perdido
mais de uma massa solar). Isso, uma atmosfera estendida, e as pulsações tornam
difícil localizar uma verdadeira "superfície" para dizer o quão
grande a estrela realmente é. Além disso, por causa das alterações na
transparência gasosa, o "tamanho" da estrela depende da cor de
observação. Medidas de infravermelho de ondas longas dão um raio muito maior de
até 5 UA e maior, tão grande quanto a órbita de Júpiter, enquanto a luz
infravermelha de onda curta dá tão pequeno como 3 UA. Além disso, ainda as
medidas de infravermelho revelam Betelgeuse estar encolhendo (em cerca de 15
por cento em 20 anos), e outras medidas mostram que a estrela não é mesmo
esférica, mas de certa forma oval. Observação do Hubble também mostra pontos
quentes. Não é à toa que se encontram as várias divergências. Quaisquer que
sejam os números reais, Betelgeuse é claramente uma estrela altamente evoluída,
aquela cujo abastecimento central de combustível de hidrogênio se esgotou. Como
resultado, o núcleo tenha contraído para um estado quente e denso, e a porção
externa inchou para o exterior. Nós realmente não sabemos o estado da estrela
no momento, mas as chances são de que ela está agora no processo de fusão de hélio
em carbono e oxigênio em seu núcleo. Da teoria, sua massa inicial deveria ter
caído em algum lugar em torno de 18 ou 19 vezes a do sol. Começando a vida como
quente, azul, astro da classe O a apenas cerca de 10 milhões de anos,
Betelgeuse vai fundir elementos através de neônio, magnésio, sódio e silício,
todo o caminho até o ferro. O núcleo, então, entra em colapso, fazendo com que
a estrela exploda como uma supernova, provavelmente deixando uma estrela de
nêutrons do tamanho de uma pequena cidade para trás. Se fosse explodir hoje, se
tornaria tão brilhante quanto uma lua minguante, lançaria fortes sombras no
chão, e seria vista facilmente em plena luz do dia. O local de seu nascimento
está longe. Movimento da estrela mostra que é um membro fugitivo da associação
Orion OB1, particularmente o subgrupo que envolve as estrelas acima e à direita
da faixa. Novas observações mostram que Betelgeuse está produzindo uma onda de
choque quando ela ara através de uma nuvem interestelar a 30 km/s, o dobro da
velocidade de seus ventos. A estrela também é violentamente convectiva, não
esférica, irregular e perdendo massa a um ritmo de cerca de 500/1000 massas solar por ano. Editor Paulo Gomes de
Araújo Pereira.
domingo, 4 de janeiro de 2015
De olho no céu de fevereiro
“Observação: Como visto do hemisfério norte. Carta do
hemisfério sul.” Em baixo de Orion,
o caçador, estão os seus dois cães celestes, Canis Major e Canis Minor.
As duas grandes ‘estrelas caninas’ são Sirius,
a estrela mais brilhante no céu e Procyon.
Outros bonitos avistamentos no céu de fevereiro incluem o ‘rio’ luminoso que
separa Sirius, Procyon e Canopus – outra
estrela de extraordinário brilho – que alguns americanos podem ver muito bem,
embora brevemente. O rio luminoso é, naturalmente, a Milky Way, a Via Lactea.
Depois de gotejar por entre Perseus
e Auriga, a Via Láctea de inverno corre para o sul, dividindo as mais brilhantes
constelações de inverno em dois grupos. Não é particularmente brilhante
comparada à extensão de verão que corre através de Cygnus e Sagittarius,
desse modo você pode julgar facilmente a qualidade da noite ao notar quanto
dela é visível. Taurus possui uma
quantidade de objetos interessantes. Muito a frente da Via Lactea de inverno brilha uma porção de estrelas, as Pleiades. E muito acima da face do
touro estão a pompa do aglomerado das Hyades
e a brilhante Aldebaram, cujo nome
significa ‘o discípulo’. De fato, a estrela laranja imita o percurso do
aglomerado das Pleiades quando ela
se desloca no céu. Os chifres do touro são impelidos na profusão da Milky Way. Beta Tauri, também chamada El
Nath, alcança a alta Auriga, e a
mais indistinta Zeta Tauri situa-se
próxima a Nebulosa do Caranguejo.
Também, exatamente acima do curso central da Milky Way está a mais surpreendente de todas as constelações, Orion. Além da faixa simétrica das três
estrelas existem as estrelas brilhantes de sua estrutura, Bellatriz e Saiph, e a
mais brilhante Rigel, e Betelgeuse. São os seus céus bastante
bons para você traçar o esboço do escudo de Orion, que o protege do fardo do Taurus? Ou a clava de Orion,
a noroeste de Betelgeuse, da qual os
meteoros orionids de outubro parecem chover? Você não terá dúvida de
identificar sua espada, na qual brilha a estupenda grande Nebulosa de Orion. Mas o que se situa sobre sua cabeça? É marcada
por três estrelas pálidas que formam um triângulo compacto. A noroeste da clava
de Orion situa-se Gemini, os gêmeos. Suas mais famosas
estrelas são Castor e Pollux, estrelas que marcam as cabeças
dos gêmeos. Os pés dos gêmeos são proeminentes e interessantes: o pé extremo
norte é o lar para M-35, um enorme
aglomerado estelar aberto que pode às vezes ser vislumbrado a olho nu, mesmo
nos céus de subúrbios. Como a clava de Orion,
os pés de Gemini são imersos no
brilho da Via Lactea de inverno, que
se torna mais brilhante nas constelações de Monoceros, o unicórnio, e Puppis,
o convés do velho navio Argus. Próximo dos pés de Gemini, diretamente a leste de Betelgeuse,
situa-se uma reta diagonal de estrelas débeis que podemos imaginar ser o chifre
do unicórnio. Próximo a esta reta você pode identificar o brilho fraco de um
aglomerado estelar NGC-2244, em
torno do qual se situa a famosa Nebulosa
da Roseta. Vários outros aglomerados impressionantes situam-se na região.
Fevereiro é o mês quando Sirius, a
estrela mais brilhante do céu é mais bem vista. Sirius é tão brilhante que em teoria ela pode lançar trevas.
Nenhuma estrela jamais cintilou tão brilhante quanto Sirius: um rudimento de supernovae
pode tê-la ultrapassada, e Nova Aquilae
1918, a mais brilhante nova conhecida, no máximo de seu brilho, ficou abaixo do
brilho de Sirius. É uma estrela
dupla próximas cuja companheira é uma anã-branca. Portanto, quando você sair
para avistar esta estrela, você terá muito que censurar. Ela está a apenas 8,7
anos-luz distante e contém muito mais massa que o sol por uma confortável
margem. Entretanto sua companheira do tamanho da Terra brilha palidamente, como
uma lembrança do que aconteceu no fim de uma existência estelar. Os
observadores discordam sobre a cor de Sirius.
Robert Burnham Jr. No Buenham’s Celestial Handbook, afirma que “a estrela é uma
branca brilhante com um matiz definida de azul.” Outros observadores a ver como
branco puro. Saia em uma noite calma de céu limpo e veja o que você pensa.
Embora Sirius não tenha igual, este
mês alguns observadores de baixa-latitude podem tomar uma olhada em sua rival
mais próxima, Canopus. Visto que ela
está localizada a cerca da declinação -53 graus, é possível vislumbrar Canopus tão distante do norte quanto 37
graus de latitude norte, que incluem Norfolk,
Tulsa e Fresno. Se você procura a estrela lembre-se que ela situa-se não
distante diretamente do sul de Sirius
e quase exatamente diretamente ao sul da Beta
Canis Majoris (Murzim). Editor PGAPereira.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Rover identificou compostos orgânicos em Marte
Esta
imagem ilustra possíveis formas
de metano que pode ser adicionado a atmosfera
de Marte (fontes) e retirado da atmosfera. Curiosity Mars Rover da NASA
detectou flutuações na concentração de metano na atmosfera,
o que implica dois tipos de atividade
está ocorrendo em Marte hoje. Curiosity
Mars Rover da
NASA mediu um aumento de dez vezes em metano,
um composto químico orgânico, na atmosfera em torno dele e identificou outras moléculas orgânicas em
uma amostra de rocha em pó coletada pela
broca do laboratório robótico. "Este aumento
temporário do metano - acentuadamente para cima e depois de volta para baixo - nos
diz que deve haver alguma fonte
relativamente localizada", disse Sushil Atreya da Universidade
de Michigan em Ann Arbor. "Existem
muitas fontes possíveis, biológicas
ou não biológicas, como a
interação de água e rocha." Os pesquisadores utilizaram análise de
amostras a bordo do laboratório
do Curiosity em Marte
(SAM) uma dúzia de vezes em
um período de 20 meses para
farejar metano na atmosfera. Durante
dois desses meses, no final de 2013 e início de 2014, quatro médias
registraram sete partes por
bilhão. Antes e depois disso, as leituras eram de em média
apenas um décimo desse nível. Curiosity também detectou diferentes produtos químicos orgânicos marcianos em pó perfurados
a partir de uma rocha apelidada de Cumberland, a primeira detecção definitiva de orgânicos em materiais
da superfície de Marte. Estes
produtos orgânicos marcianos poderiam ou ter se formados em Marte ou foram entregues a Marte por meteoritos. As
moléculas orgânicas, que contêm carbono e hidrogênio normalmente, são blocos de construção químicos da vida,
embora possam existir sem a presença de
vida. As descobertas de curiosidade
de analisar amostras de atmosfera e pó de rocha não revelam se Marte já
abrigou micróbios vivos, mas os resultados fazem lançar luz sobre a
Marte atualmente quimicamente ativa e em condições
favoráveis para a vida em Marte antigantigamente.
"Vamos continuar trabalhando para
os quebra-cabeças desses achados presentes", disse John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da
Califórnia em Pasadena. "Podemos aprender mais sobre a química ativa causando
essas flutuações na quantidade de
metano na atmosfera? Podemos escolher
alvos de rocha onde
orgânicos identificáveis foram preservados?" Os pesquisadores trabalharam muitos meses para determinar se algum do material orgânico detectado na amostra Cumberland era
verdadeiramente marciano. SAM,
laboratório do Curiosity, detectou em várias amostras de alguns compostos de carbono orgânico que foram, na verdade, transportados a partir
da Terra dentro do Rover. No entanto, testes e análise extensa rendeu confiança
na detecção de compostos orgânicos
marcianos. Identificar quais compostos
orgânicos marcianos específicos estão na
rocha é complicado pela presença
de minerais de perclorato em
rochas marcianas e solos. Quando aquecido dentro do SAM, os percloratos
alteram as estruturas dos compostos
orgânicos, assim as
identidades dos produtos orgânicos marcianos na rocha permanecem
incertas. "Esta primeira
confirmação de carbono orgânico em
uma rocha em Marte é muito promissora", disse Roger Summons, do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts em Cambridge.
"Produtos Orgânicos são importantes
porque eles podem nos dizer sobre as
vias químicas pelas quais eles foram formados e
preservados. Por sua vez, este é informativo
sobre diferenças Terra-Marte e se ou não determinados
ambientes representados por rochas sedimentares do
Gale Crater foram
mais ou menos favoráveis para o acúmulo
de materiais orgânicos. O desafio
agora é encontrar outras rochas
no Monte Sharp que podem ter diferentes e mais amplos estoques de compostos orgânicos." Os pesquisadores também relataram que o gosto de da água marciana do Curiosity, em minerais na rocha
Cumberland há mais de 3 bilhões de anos, indica que o planeta perdeu
muito de sua água antes que
formada e continuou a perder grandes quantidades depois. SAM analisou isótopos
de hidrogênio a partir de moléculas
de água que haviam sido trancadas
dentro de uma amostra de rocha por
bilhões de anos e foram libertados
quando SAM a aqueceu,
gerando informações sobre a
história da água marciana. A
proporção de isótopo do hidrogênio mais pesado, deutério, com o isótopo de hidrogênio mais comum pode fornecer
uma pegada para comparação entre diferentes fases da história de um planeta. "É muito interessante que nossas medições do Curiosity de gases extraídos de rochas
antigas pode nos dizer sobre a
perda de água de Marte", disse Paul Mahaffy do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland.
A proporção de deutério e hidrogênio mudou porque o hidrogênio mais leve escapa
da atmosfera superior de Marte
muito mais facilmente do que o deutério mais pesado. A fim de voltar no tempo e ver como a proporção de
deutério-para-hidrogênio em água
marciana mudou ao
longo do tempo, os pesquisadores podem olhar para
a relação de água
na atmosfera atual e água presa em rochas em
diferentes momentos da história do planeta. Meteoritos marcianos encontrados na Terra também fornecem algumas informações, mas este disco
tem lacunas. Não apresentou
meteoritos marcianos estarem nem perto da mesma idade da rocha estudada em Marte,
que se formou a cerca de 3.900 a 4.600
milhões de anos atrás, de acordo com as medições do Curiosity.
A relação que o Curiosity encontrou na amostra Cumberland é cerca de metade da
proporção de vapor de água na
atmosfera marciana de hoje, o que
sugere muito da perda de água do planeta ocorreram desde que o rocha se formasse. No entanto, o valor
medido é cerca de três vezes maior do que a
proporção no fornecimento de água
original de Marte, com base no pressuposto de que a oferta tinha uma
proporção semelhante à medida nos oceanos da Terra. Isso sugere muito da água original de
Marte se perdeu diante da rocha
formada. Editor PGAPereira.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Apollo 11 por Wernher Von Braun
Por Dr. Wernher
von Braun - Dois
homens na cabine do módulo lunar
Apollo 11, andando lentamente no seu foguete, luzes azuis de sinalização piscam. Sondas penduradas 60
centímetros abaixo dos coxins em forma de disco tocaram a Lua. O
piloto reduz o
motor. Um momento depois, o computador a bordo diz a tripulação que desembarcaram na superfície da Lua. Isso
aconteceu no início da tarde de domingo, 20 de julho, 1969, na parte ocidental do Mar da da Tranquilidade da Lua, de acordo com os
planos da NASA neste escrito.
Foto - Título original
De 1969: plano de voo e
desembarque na Lua da Apollo 11 é
mostrado pelo diagrama. Início da
manobra de frenagem com descida e pouso. A Apollo 7 testou o Módulo de Comando e Módulo de
Serviço (CSM). A viagem a Lua da Apollo 8 levou
os homens para dentro e para fora
da órbita lunar. Separando
e encaixando o
módulo lunar (LM) foi ensaiado
na órbita da Terra pela Apollo 9, e sobre a Lua
pela Apollo 10.
Agora tudo está pronto para o próprio
pouso na Lua. A Apollo 11, até certo ponto, vai refazer a rota
Lua - viagens da
Apollo 8 e 10: o lançamento do Saturno
V em órbita da Terra,
marcado para 16 de julho; reignição do estágio topo do Saturno V, para
impulsionar a nave para a Lua;
e foguete de frenagem para colocar
a Apollo 11 em órbita lunar, 112 km (70 milhas
terrestres) acima da superfície. (O
"ir" para cada grande manobra significa que a
tripulação e nave espacial estão
em forma perfeita até agora,
se surgisse dificuldade, em qualquer lugar ao longo de "o caminho, a missão seria abortada e a equipe trazida de volta. Em seguida, o módulo lunar com sua tripulação de dois
irá separar e fazer uma travagem da queima do foguete que, em uma hora, trazê-lo
para baixo a 15 km (50.000 pés) acima da
Lua. Esta manobra foi antes realizada apenas pelos astronautas
da Apollo 10. De agora em diante, o
Módulo Lunar da Apollo
11 vai marcar um caminho novo.
Palavras pelo rádio de Controle
da Missão em Houston: “Você deve
ir para o PDI". Isso significa alimentar a Inicialização do Descent, ligar os foguetes
de frenagem é tão forte que ele arremessa o módulo lunar a uma tentativa de pouso lunar em poucos minutos. O módulo lunar está roçando a Lua a
cerca de 4.500 quilômetros por hora,
quando sua tripulação dispara seu motor de descida para a frente. A retroqueima
dura seis minutos a plenos 10.000 libras
de empuxo e dois minutos
a mais, com o LM agora iluminado pelo
consumo do propulsor, a 6.000
libras de empuxo. Essa "fase de travagem"
freia quase toda velocidade para a frente. Ela deixa o Módulo Lunar se
aproximando do local de pouso a
uma velocidade parecida com a do avião de apenas algumas centenas de quilômetros por hora. À medida que o Módulo se posiciona na posição
vertical, a superfície da Lua, antes fora da
visão da tripulação, se arrasta na
vista da parte inferior de suas janelas. Um radar de pouso
começou relatando altitudes e velocidades em dados tão vitais que a tentativa de pouso teria
de ser abandonada se os feixes de radar não conseguissem "trabalhar" a superfície da Lua.
Em um ponto chamado de High Gate, a menos de 8 km (5 milhas) de aterrissagem, o Módulo posiciona-se para baixo
a 7.000 metros de
altitude, e entra na Abordagem
de Fase Final. Começa
inclinando em direção vertical e usando seu motor
de descida para verificar a sua queda.
Como se
vê na posição vertical, a superfície da Lua,
antes fora da vista da tripulação, arrasta-se
vista no fundo das suas janelas.
O que eles vêem é um plano simples e relativamente livre de crateras lunares
- quase no equador
da Lua, a 23 graus leste de longitude lunar. Olhe para a Lua da Terra e este
local de pouso será um pouco menos do que meio caminho do centro da Lua para a
sua margem direita. No momento do
desembarque, quando a Lua vai
estar se aproximando no "primeiro
trimestre", é pouco visível dentro da zona iluminada pelo Sol. Propositadamente o pouso é cronometrado para
início da manhã lunar, de modo que longas sombras vão vividamente mostrarem-se
no relevo do terreno. A seleção de um local de pouso livre de
obstáculos, a tripulação inclina toda
a embarcação até que esta meta está no ponto de uma escala de vidro, cuja marcação fluorescente brilha
verde e laranja no escuro zero. Em seguida, ela aciona
um botão para fixá-la. Isso define o seu sistema inercial de orientação para
conduzir seu caminho de descida
automaticamente. Em
um ponto a menos de 1.000 metros de altura, o chamado Baixo Gate, dão-se início as finalizações da Abordagem da Fase Final e da Fase
Landing (Aterrissagem). A tripulação
pode escolher um modo "auto"
que faz tudo automaticamente; um modo semi-automático, em que o piloto do LM controla
a velocidade de descida; ou um
modo totalmente manual para uma
aterrissagem de estilo helicóptero
por olho. A
opção mais provável é o modo semi-automático. O Módulo Lunar pairando
desce em direção a um touchdown em 91 cm/s, três pés por segundo. Qualquer
velocidade horizontal restante será ainda menor. Mantê-lo a um mínimo, e evitando obstáculos e terrenos
inclinados, são importantes para
evitar um desastre. O LM é muito indulgente sobre
um menos-que-perfeito pouso, mas, mesmo assim, será um momento tenso quando coxins das pernas de
aranha fixam-se no solo lunar.
Após a notícia dramática que a tripulação está em segurança na Lua, um pouco de tempo decorrido antes de outros eventos, para os astronautas não surge de uma só vez. Leva algum
tempo para verificar o seu Módulo, e, em seguida, lutar pela sobrevivência
na Lua com mochilas
de suporte à vida, mesmo que tenham de
renunciar a um período de descanso
antes de suas atividades extenuantes
externas.
Passos
na Lua! - Finalmente vem o ponto
alto do programa - uma missão cheia de ação de duas horas e 40
minutos de "moonwalking" (caminhar). Descendo a escada da
escotilha para a frente, o comandante Armstrong foi o primeiro a pisar na Lua. O seu
primeiro ato é pegar um saco de
solo lunar solto,
e entregá-lo a Aldrin
para o encaixar. Se alguma coisa devesse obrigar uma decolagem prematura, essa fase da missão poderia ser abortada. (Você pode ter certeza que planejadores estivessem pensando em nada tão fantasioso como
uma recepção hostil por poucos ETS, mas em tais
contingências imagináveis como um vazamento no
sistema de propulsão na subida, ou problemas com equipamentos
de suporte de vida.) Então, depois de
Armstrong testou andar
na Lua, e inspecionou o exterior
da nave para se certificar de que
não sofreu danos durante o pouso, Aldrin se junta
a ele do lado de fora. Telespectadores na Terra irão compartilhar pela TV a cena lunar
estranha confrontá-la a um
deserto cinza gritante, sem ar e sem vida, sem
cores, duramente pintada pelo Sol com destaques gritantes
e sombras escuras. O alto céu preto suspende
a terra remota. O ser humano estava apenas mais
perto que Collins no CSM, que eles vêem ao navegar
cada duas horas. Sua nave-mãe olha para eles
como uma estrela, exceto que ele está se movendo rapidamente em todo o céu,
uma vez na órbita da Lua. Viseiras escuras em capacetes vermelhos
revestidos de ouro – os exploradores da Lua protegem seus olhos do brilho do Sol. Eles usam "galochas lunar anti-térmicas";
sob os pés, o solo da Lua ainda é frígido após o frio extremo de
14 dias de longa noite lunar, embora ele se
tornará mais quente do que água
fervente durante o igualmente
longo dia lunar. Seus pontos de vista de TV e suas vozes, através
de seus walkie-talkies, são
transmitidos à Terra por uma
antena de rádio em forma de guarda-chuva
de cabeça para baixo, o que eles têm
erigido sobre o solo lunar. Eles pulam fora com
filmadoras, também. Usando colheres de cabo
longo, pinças e pás para recolher rochas lunares, uma vez que não pode curvar-se
em seus trajes, eles terminam de encher
duas "caixas de rochas", com amostras lunares cuidadosamente selecionadas, embaladas individualmente em sacos de
plástico.
Pacote
de Ciência da Lua - Criação de três experimentos científicos, dos
quais dois são deixados na Lua, conclui programa que ocuparam os exploradores
lunares. O "detector de sismos - moonquake",
alimentado por painéis solares, é esperado relatar qualquer atividade sísmica
em terra por rádio por um ano. Ele é tão sensível que pode transmitir o som dos
passos dos astronautas enquanto se afastam. Um conjunto de 100 refletores de quartzo em
forma de disco, inclinado para a Terra, enviam raios laser a estações
terrestres. Através de sua utilização, os cientistas esperam medir a distância
Terra-Lua ( a Lua afasta-se da Terra 4 cm por ano) com precisão sem precedentes
e também para medir com precisão a distância entre as estações de laser na Terra,
para fins como testar teorias da deriva continental. Uma folha de papel de alumínio simples, que
os tripulantes do LM espalhou no chão quando eles deixaram o LM e pegá-lo
novamente quando voltarem, é uma experiência para levar para casa. Mais tarde,
ela irá revelar a composição do "vento solar", quando testada para
hélio aprisionado, neônio, e outros gases raros. Juntos, os três experimentos chamados EASEP,
para primeiros experimentos científicos Apollo Payload pesando 171 quilos de solo lunar, ou menos de
14,69 kg (30 libras) na Lua. Levou menos de 10 minutos. No tempo limitado de sua incursão na
superfície lunar, os exploradores mantinham uma distância de 50 a 100 metros de
sua nave espacial. Voltando a ele, eles passam o resto de suas 22 horas na Lua
no descanso de suas tarefas exigentes. "Fogo no buraco" - A primeira decolagem tripulada da Lua ocorreu
ao meio-dia da segunda-feira 21 de julho. A segurança dos astronautas e suas preciosas
amostras dependerá do sucesso do "FITH", lançamento da fase de subida
da sua nave espacial. FITH significa Fire in the Hole (fogo no buraco), e
significa que não há separação da fase que antecede a ignição do seu motor de
subida, nem existe um defletor de jato de qualquer espécie. Tendo servido ao
seu propósito, o estágio de descida, agora dispensável serve como uma
plataforma de lançamento para o estágio de subida, e os danos a ele do jato de
fogo do motor de subida não importa. Para
os primeiros oito segundos, o estágio de subida sobe verticalmente, com 1713 kg
(3.500 libras) de impulso de seu motor. Em seguida, ele abruptamente arremessa
para baixo cerca de 50 graus. Com segurança acima das montanhas lunares e sem
atmosfera para limitar a velocidade, ele acumula velocidade horizontal o mais
rápido possível. Sete minutos e 16
segundos após a decolagem, o módulo lunar está acelerando quase horizontalmente
em quase 3,400 mph, 18,29 km (60 mil pés) acima da superfície lunar. É
seguramente inserido em uma órbita elíptica com um alto ponto de 83,69 km (52 milhas
terrestres). Se alguma coisa correr mal, o Módulo de Comando e Serviço pode vir
em socorro da tripulação do LM. Uma hora
depois, o palco de subida do LM circunscreve sua órbita no ponto alto,
adicionando um pouco de velocidade com seus pequenos propulsores de controle de
reação. Em seguida, uma cutucada menor com eles ajusta a altura de colocar o LM
apenas a 27,76 km (17 e 1/4 de milhas) abaixo do CSM, e corrige qualquer
pequena diferença em seus planos orbitais. Agora, por trás e abaixo, o estágio de
subida faz o seu encontro e-docking com o CSM. O resto do início para a terra,
a longa viagem através do espaço, a alta velocidade de reentrada e splashdown
no Pacífico - será uma repetição da Apollo 8 e 10, até a recuperação dos
astronautas e do módulo de comando. Em quarentena - Em seguida, vem a missão estranha dos heróis
da Lua e suas amostras lunares por pelo menos três semanas, conclusão da quarentena
no Lunar Receiving Laboratory em Houston [PS, outubro, 68]. É uma precaução
contra a possibilidade que poderia ter trazido de volta organismos vivos,
provavelmente desconhecido na Terra e, possivelmente prejudiciais aos seres
humanos, animais ou plantas daqui, embora os cientistas consideram que é muito
mais provável que a Lua não tem qualquer vida qualquer que seja. Em algumas
semanas podemos ter a primeira evidência concreta, a favor ou contra. O voo da Apollo 11 foi apenas um começo, uma
expedição de reconhecimento. Mais 9 aterrissagens da Apollo em diferentes
locais da Lua foram realizadas pela NASA; Mas o primeiro pouso tripulado na Lua
foi uma conquista - a épica conquista do maior desafio de engenharia que já
enfrentamos. Por PGAPereira, Químico Industrial. quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Quanto às vestimentas dos astronautas no espaço
Este vestuário do extraterrestre
de H. R. Giger é um esboço da roupa de astronautas que deve vir em breve.
Somando os prós- e os contras-, temos um exemplar interessantíssimo. O
vestuário está inflado obviamente para manter uma pressão estabilizada de 1
atm, espaçosa, ideal a pele do organismo humano no espaço por sentir-se
desgarrada de apetrechos, qualquer que seja ele. O contato com a pele humana é
mínimo, isso para evitar alergias provocadas pelo material do vestuário, além
disso, para evitar escape de gases com oxigênio reforçaram-no de várias camadas
sintéticas. No espaço, os órgãos do corpo humano trabalham caoticamente
privados de exposição da circulação atmosférica que causam pequenas ondulações
dos ventos, ocasionando derivação de pressão; exposição aos raios solares
benéficos com vitaminas ‘d’; variação da temperatura atmosférica na
intercalação de dias e noites, e de sucessão de verão e inverno e oxigenação
quando próximo a campos verdes do planeta Terra. Até hoje os vestuários de
astronautas da NASA são compactos e apertados, desconfortáveis para longas
viagens no espaço. O bojo afunilado para a cabeça do astronauta merece mais
atenção nessa imagem. Os olhos ficarão embutidos com lentes especiais para
proteção de luz UV, lentes de aumento do campo de visão semelhante às de máquinas
fotográficas caras, e com circulação de ar internamente ao vestuário. Aos
ouvidos devem ser acoplados receptores de ondas de rádio, única forma de
comunicação entre astronautas no espaço. Um microfone interno próximo à boca
para comunicação com outros astronautas. Parafernálias de instrumentos devem
constar na confecção da vestimenta especial. Quando já estamos nos preparando
para colonizar Marte na próxima década, poucos experimentos estão sendo concluídos
na Estação Espacial Internacional: plantação de vegetais e frutas, além de
oxigenação por ramagens trepadeiras das cápsulas espaciais. Em Marte só estão
funcionando os 2 robôs para tirar fotos e fazer análises do solo. Painés
solares já deviam posicionar-se no solo do Planeta Vermelho para fornecimento
de eletricidade, bem como motores compactos para coleta de água e de oxigênio
da atmosfera marciana. Um local apropriado para fixação de permanência ainda
não foi escolhido, as cápsulas que funcionarão como vivendas já deviam estar aguardando
os novos inquilinos em Marte. Portanto, tudo leva a crer que a tão sonhada
colonização do sistema solar vai demorar séculos. por PGAPereira. Imagem da coleção de H. R.
Giger.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Os dados das Voyager 1 e 2 sobre Júpiter
A Voyager 1 durante sua aproximação
ao planeta gigante por 30 dias no ano de 1979 coletou os seguintes dados: lapso
de tempo das nuvens que giravam em turbilhão na atmosfera do planeta; as faixas
marrons e as zonas brancas de Júpiter; faixas de nuvens coloridas com milhares
de km de largura circulando o planeta a latitude constante; a Grande Mancha
Vermelha que é uma tempestade secular do tamanho da Terra parecia estacionária,
mas que girava no sentido contrário aos ponteiros de relógio. Pequenas manchas
eram arrastadas para dentro da Grande Mancha vermelha, circulavam por semanas e
depois se dividiram; outras mancha se
formaram, misturaram-se e se dividiram em poucos dias nas outras faixas do
planeta gigante; o caos imperava num diâmetro menor que 1.000 km e, as
estruturas maiores retém suas colorações. Há ordem no caos? Os movimentos na
atmosfera de Júpiter restringem-se a uma fina camada iluminada de 100 ou 200 km
de espessura onde as nuvens se formam e com pressão atmosférica poucas vezes a
do nível do mar na Terra? Ou os movimentos se estendem dezenas de km para baixo
da zona de hidrogênio metálico com uma pressão 3.000 vezes maior?
Júpiter tem massa de 318 a da
Terra ou cerca de 1‰ da massa do Sol. De onde coletou sua gigantesca massa? Foi
acumulando a matéria deixada na órbita ao redor do Sol logo após ele se formar?
Qual a abundância relativa de seus elementos? Por que Júpiter consiste principalmente
de hidrogênio e hélio e são eles os responsáveis pela baixa densidade de volume
de apenas 1,33 g/cm3 às pressões e densidades que caracterizam o
planeta. Nas temperaturas do sistema solar externo oxigênio, carbono e
nitrogênio combinam-se com hidrogênio para formar água (H2O), metano (CH4)
e amônia (NH3). Há um equilíbrio hidrostático entre a pressão
direcionada para o exterior e o empuxo da gravidade direcionado para dentro do
planeta. O nivelamento é completado pela força centrífuga dirigida para o
exterior que resulta da rotação do planeta e que é igual ao quadrado da
distância da massa do eixo de rotação. Daí, planetas que rotacionam tornam-se
achatados, seu raio polar é menor que seu raio equatorial. O grau de achatamento
depende da distribuição interna de massa: se a matéria concentra-se próxima ao
centro – menos achatado - ou mais afastado dele – mais achatado. O período
rotacional de Júpiter é cerca de 10 horas. O achatamento de Júpiter faz com que
seu raio equatorial seja 6,5% maior que seu raio polar. Júpiter tem núcleo
denso que consiste de hidrogênio e hélio comprimidos e outros elementos, mas
sua pressão interna não é suficientemente grande para produzir densidades
centrais exigidas de uma mistura desses dois elementos leves. Evidentemente
Júpiter tem um núcleo de rocha e gelo com 4% de sua massa. No núcleo de Júpiter
sob grande pressão, os elétrons vagueiam livremente entre prótons numa mistura eletricamente
neutra e o hidrogênio torna-se metal. A transição do hidrogênio molecular para
metálico faz-se sob pressão crítica de 3 milhões de atmosfera e cerca de 0,75 a
0,80 da distância do centro do planeta. Júpiter libera como radiação infravermelha
uma potência cerca de 1,5 a 2,0 vezes maior que a quantidade que ele absorve
como luz do Sol. Obviamente ele tem fonte interna de calor. Nenhum planeta do
sistema solar é suficientemente mássico para a autocompressão gravitacional ter
iniciado a fusão nuclear e se tornar uma estrela (nós não temos ainda certeza
desse fenômeno). O seu calor interno provém da conversão da energia potencial
gravitacional disponível pela contração de suas nuvens de gases que começou há
4,6 bilhões de anos. Qual é sua temperatura? Pela termodinâmica sabemos que o
calor flui dos locais mais quentes para os mais frios. A mistura de H e He no núcleo
de Júpiter não pode conduzir calor para o exterior do mesmo, só ocorrendo com
um grande gradiente de temperaturas entre camadas, limitada pela convecção –
movimento de parcelas de flúido quente movendo-se sobre os frios. O gradiente
de temperatura no interior de Júpiter está próxima a adiabática e a 20.000 e
30.000K e, que nessa temperatura a mistura de H metálico e He não se
solidifica, ela encontra-se no estado líquido. Mas a 3 milhões de atm, porção
do H torna-se molecular, mesmo assim líquido; sob pressão maior o líquido
molecular espalha-se em um gás molecular – a atmosfera de Júpiter. Júpiter tem
10% de He acima do H metálico - o Sol tem 11%. Júpiter tem vapor de água, H2O,
e sulfeto de hidrogênio, H2S, fosfina (PH3) germano (GeH4),
cianeto de hidrogênio, HCN, e monóxido de carbono, CO, além de etano, C2H6,
e acetileno, C2H2 na sua atmosfera. As cores da atmosfera
de Júpiter não se correlacionam com a de seus compostos. O Sol aquece os
trópicos mais que os pólos do planeta gigante, isso faz com que os ventos adquirem
suas energias. O ar quente desloca-se sobre o ar frio e converte a energia
potencial gravitacional em energia cinética. Quanto ao gradiente de temperatura
horizontal sobre Júpiter é menor que 3°C, quando na Terra é de 30°C e
compensada por uma distância do equador ao pólo 10 vezes menor. A atmosfera de
Júpiter obtém apenas metade do calor do interior do planeta, portanto,
assemelhando-se a de uma estrela. A atmosfera de Júpiter tem apenas 1/1.000.000
– um milionésimo – da massa e portanto 1 milionésimo da capacidade de transporte
de calor do interior do planeta. A Grande Mancha Vermelha desloca-se poucos metros
por segundo para o oeste mas, os ventos ao seu redor estão a 100 m/s, cada
rotação levando poucos dias. Essa oval pode durar por séculos. O interior de
júpiter consiste de 3 camadas: a camada mais externa é uma mistura de H molecular
e He; a camada mais interna é um núcleo de rocha e gelo; na camada que se situa
entre as outras o H sob uma pressão de 3 milhões de atm desmembra-se em uma
mistura de líquida de prótons e elétrons que se repelem. Na camada média o
hidrogênio é um metal. A Grande Mancha vermelha foi observada por 3 séculos da
Terra. Ela gira no sentido contrário aos ponteiros do relógio e tem 25.000 km
de comprimento. Além dela, observamos várias manchas brancas menores sobre
Júpiter. Quanto às reações químicas que estão ocorrendo no núcleo de Júpiter
são verdadeiras incógnitas. O temor dos humanos está concentrado na
transformação de júpiter em uma estrela como já temos fotografado anãs marrons
de pouca massa existir na nossa galáxia. Estamos torcendo para que isso ocorra
muitos séculos depois quando a humanidade já tenha colonizado Marte e deserdado
do sistema solar. Você acha isso uma aventura impossível? por PGAPereira.
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